"Uma oração sem fé é uma fórmula vazia. Quem é tolo a ponto de perder tempo pedindo algo em que não crê?
A fé é o manancial; a oração, o riacho. Como pode correr o riacho se o manancial está seco?"
(Santo Agostinho)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

APARIÇÃO DE JESUS RESSUSCITADO A SUA MÃE MARIA SANTÍSSIMA

Secundum multitudinem dolorum meorum in corde meo, consolationes tuae laetificaverunt animam meam -- «Segundo as muitas dores que provou o meu coração, as tuas consolações alegraram a minha alma» (Ps. 93, 19).

Sumario. Era de justiça que Maria Santíssima, que mais do que qualquer outro tomou parte na Paixão de Jesus Cristo, fosse também a primeira a gozar da alegria da sua ressurreição. Imaginemos vê-la no momemnto em que lhe aparece o divino Redentor glorificado, acompanhado de grande multidão de Santos, entre os quais São José, São Joaquim e Santa Ana. Oh! Que ternos abraços! Que doces colóquios! Alegremo-nos com a nossa querida Mãe e digamos-lhe: Regina Coeli, laetare, aleluia -- «Rainha dos céus, alegrai-vos, aleluia!».

I. Entre as muitas coisas que Jesus Cristo fez, e os Evangelistas passaram em silêncio, deve, com certeza, ser contada a sua aparição a Maria Santíssima logo em seguida á sua ressurreição. Nem necessidade havia de referi-la, porquanto é evidente que o Senhor, que mandou honrar pais e mães, foi o primeiro a dar o exemplo, honrando sua Mãe com a sua presença visivel. Demais, era de inteira justiça que o divino Redentor glorificado fosse, antes de mais ninguém, visitar a Santíssima Virgem; afim de que, antes dos outros e mais do que estes, participasse da alegria da ressurreição quem mais do que os outros participará da paixão.

Um dia e duas noites a divina Mãe ficou entregue á dor pela morte do Filho, mas firme e imóvel na fé da ressurreição; e quando começou a alvorecer o terceiro dia, posta em altíssima contemplação começou com ardentes suspiros a suplicar ao Filho que abrevia-se a sua vinda.

Enquanto está assim absorta nos seus veementissimos desejos, eis que o seu divino Filho se lhe manifesta em toda a sua glória e claridade; fortalecendo-lhe a vista, tanto a do corpo como a da alma, para que fosse capaz de vêr e de gozar a divindade. Oh! Com tão bela aparição como não devia sentir-se satisfeita e contente! Quão ternamente não deviam abraçar-se Filho e Mãe! Quão doçes e sublimes não devia ser os coloquios que trocavam!

Avizinhemo-nos, em espirito, de Nossa Senhora, que é também nossa Mãe, e roguemos-lhe que nos permita beijar as chagas glorificadas de Jesus Cristo. – Colhamos deste mistério, como são recompensados por Deus aqueles que acompanham Jesus até ao Calvário, quer dizer, que lhe são fieis nas tribulações. Cada um pode fazer suas as palavras da Bemaventurada Virgem: Secundum multitudinem dolorum meorum, consolationes tuae laetificaverunt animam meam -- «Segundo as minhas muitas dores, as tuas consolações alegraram a minha alma».

II. Em companhia de Jesus, seu Filho, a divina Mãe viu grande numero de Santos, entre os quais o seu Esposo São José, e os seu santos pais, Joaquim e Ana. – Alegraram-se todos com ela, reconhecendo-a por verdadeira Mãe de Deus e agradecendo-lhe os trabalhos e dores sofridas pela Redenção de todos. – Oh! Que satisfação não devia sentir a Virgem, vendo o fruto da Paixão do Filho em tantas almas resgatadas do limbo. Enquanto ela se regozija com Jesus Cristo por tão grande conquista, os anjos ali presentes, ledos e jubilosos, solenizam o dia cantando com melodia celeste: Regina Coeli, laetare, aleluia -- «Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia».

Unamo-nos aos coros dos anjos, unamo-nos com todos os fieis da Igreja, para nos congratularmos com a divina Mãe, e cantemos também: Regina Coeli, laetare, aleluia.

«Rainha do céu, alegrai-vos; porque o que merecestes trazer no vosso puríssimo seio, ressuscitou como disse.

Alegrai-vos, mas ao mesmo tempo, rogai por nós, para que sejamos dignos de ir cantar um dia no reino da glória o eterno aleluia.

«É o que vos peço também, ó Eterno Pai. Sim, meu Deus, Vós que Vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição do Vosso Filho e Senhor nosso Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, que pela Virgem Maria, sua Mãe, alcancemos os prazeres da vida eterna. Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo.» [1]

[1] Antifona Tempo Pascal

Retirado de: MEDITAÇÕES de Santo Afonso Maria de Ligório - Tomo II

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

INEFÁVEL DIGNIDADE DE MARIA


De qua natus est Iesus, qui vocatur Christus -- «Da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo» (Mat. 1, 16).

Sumario: É tão grande a dignidade de Maria como mãe de Jesus Cristo, que só Deus com a sua sabedoria infinita a pode compreender; mas toda a omnipotência não pode fazer outra maior. Façamos um acto de viva fé acerca desta divina maternidade; alegremo-nos com a Santíssima Virgem, e aumentemos a nossa confiança nela, porquanto de certo modo nos é devedora da sua altíssima dignidade.

I. Para compreender a altura a que Maria foi sublimada, mister se faria compreender quão sublime é a alteza e a grandeza de Deus. Bastará dizer que Deus fez a Santíssima Virgem, mãe do seu Filho para ficar entendido que Deus não a pode elevar mais alto do que a elevou. Bem disse Santo Arnaldo Carnotense que Deus, fazendo-se filho da Virgem, sublimou-a acima de todos os Santos e Anjos. Ainda que, em verdade, ela seja infinitamente inferior a Deus, ao mesmo tempo está imensa e incomparávelmente acima de todos os espiritos celestiais, como fala Santo Ephrem. Por este motivo lhe diz Santo Anselmo: Senhora, vós não tendes quem vos seja igual, porque tudo quanto há, está acima ou abaixo de vós; só Deus vos é superior, e todos os mais são inferiores.

Numa palavra, é tão grande a dignidade da Virgem, que, se bem que Deus só com a sua sabedoria infinita a possa compreender, todavia, no dizer de São Boaventura, com toda a sua omnipotência não pode fazer outra maior – Ipsa est qua maiorem facere non potest Deus. – Quem considerar isto, deixará de estranhar porque os santos Evangelistas, que tão difusamente registram os louvores de um João Baptista, de uma Madalena, tão escassos se mostram em descrever as grandezas de Maria. Tendo dito que desta eximia Virgem nasceu Jesus: de qua natus est Iesus, não julgaram necessário acrescentar outra coisa; porque neste seu maior privilégio se acham incluidos os demais. Qualquer titulo que se lhe dê, nunca chegará a honrá-la tanto quanto o de Mãe de Deus.

Façamos um acto de viva fé na maternidade divina de Maria, alegremo-nos com ela, agradeçamos a Deus por Ela e protestemos que estamos prontos a dar a nossa vida em defesa desta verdade, como de todas as outras que lhe dizem respeito.

II. Diz Santo Anselmo que é mais pelos pecadores do que pelos justos que Maria foi sublimada a Mãe de Deus; do mesmo modo que Jesus disse de si próprio que veio para chamar, não os justos, senão os pecadores. A divina Mãe tem, pois, uma certa obrigação de socorrer os miseráveis que se lhe recomendam, porquanto é a eles que é, por assim dizer, devedora da sua altíssima dignidade: Totum quod habes, peccatoribus debes[1]. – Congratulemo-nos. Portanto, com Maria, sim; mas congratulemo-nos também com nós mesmos e ponhamos nela toda a nossa esperança.

Ó Mãe de Deus, eis aqui a vossos pés um miserável pecador, que a Vós recorre e em Vós confia. Não mereço que lanceis sobre mim o vosso olhar; mas sei que vendo vosso Filho morto para a salvação dos pecadores, tendes um extremo desejo de ajudá-los. Ó Mãe de misericórdia, vede as minhas misérias e tende piedade de mim. Ouço que todos vos chamam refugio dos pecadores, esperança dos que desesperam: sede também o meu refugio, a minha esperança, o meu auxilio. Deveis salvar-me com a vossa intercessão. Socorrei-me pelo amor de Jesus Cristo. Extendei a mão a um pobre caido que se recomenda a vós. Sei que é a vossa consolação ajudar um pecador, quando é possivel; ajudai-me, pois, já que o podeis fazer. Pelos meus pecados perdi a graça divina e a minha alma. Entrego-me nas vossas; dizei-me o que hei-de fazer para de novo entrar na graça do meu Senhor; quero fazê-lo sem demora. Ele me envia a vós, para que me socorrais, quer que eu me refugie na vossa misericórdia, afim de que eu me salve não sómente pelos méritos de Vosso Filho, mas também pelas vossas orações. A vós recorro; e vós rogai por mim. Mostrai como sabeis valer a quem confia em vós. Assim espero, assim seja.

Retirado de: MEDITAÇÕES de Santo Afonso Maria de Ligório - Tomo I

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GRANDEZAS INEFÁVEIS DE MARIA SANTÍSSIMA

Ego ex ore Altissimi prodivi, primogenita ante omnem creaturam -- «Eu sai da boca do Altíssimo, a primogénita antes de toda a criatura» (Ecclus. 24, 5).

Sumario. Assim como o divino Redemptor, a Santíssima Virgem pode ser chamada Filha primogenita de Deus. Primogenita na ordem da natureza; porque na criação do universo, depois da gloria de si mesmo e de Jesus Cristo, o Senhor tem em mira a de Maria. Primogenita na ordem da graça; porque mais que qualquer outro foi cheia de todas as graças celestiais. Promogenita na ordem da gloria, por ser Rainha de todos os Santos. Façamos um acto de fé acerca de todas estas grandezas da divina Mãe; demos graças a Deus em seu nome e pelos nossos obsequios procuremos desagrava-la de todos os ultrages que recebe.

I. É com razão que a Igreja põe na boca da Santíssima Virgem este elogio da divina Sabedoria: Eu sai da boca do Altíssimo como a primogenita; porquanto semelhante a Jesus Cristo, ela é verdadeiramente a Filha primogenita de Deus, na ordem da natureza, da graça e da gloria.

Primogenita na ordem da natureza, não quanto ao tempo, mas, como afirma São Bernardo, quanto á intenção; porque o eterno Artifice, projectando a formação do universo, dirigiu tudo, depois da sua propria gloria e depois da de Jessus Cristo, para a gloria de Maria. – Por isso se diz de Maria que ela não somente escolheu as coisas mais excelentes, mas d’entre as coisas mais excvelentes a óptima parte; porque o Senhor a dotou, em grau supremo, de todos os dons gerais e particulares conferidos ás demais criaturas: Optimam partem elegit [1].

Maria é também a promogenita de deus na ordem da graça; porque, sendo destinada a ser Mãe de Deus, foi desde o primeiro instante da sua imaculada Conceição, tão enriquecida de graças, que levava vantagem a todos os anjos e santos juntos. – Nem deixou o grande cabedal de graças desaproveitado; mas, como estivesse dotada do uso perfeito da razão desde o seio de sua mãe, começou desde logo e continuou sempre a faze-lo rendoso, e mesmo, como dizem os teologos, a duplica-loem cada momento da sua longa vida. De sorte que ela pode dizer com verdade: Senhor, se não Vos amei tanto como o mereceis, pelo menos Vos amei quanto me foi possivel.

Se é certo, como é certissimo, que Deus retribuirá a cada um segundo as sua obras [2], segue-se a Bem-aventurada Virgem é a primogenita de Deus também na ordem da gloria; gozando, em contraste dos outros santos, uma beatitude plena e completa sob todos os pontos de vista. «De tal modo», diz São Basilio, «que, como o explendor do sol, a nosso ver, excede o brilho de todas as estrelas juntas, assim a gloria da divina Mãe é superrior ao de todos os bem aventurados.» -- Façamos um acto de viva fé, e regozijemo-nos com Maria pela sua triplice primogenitura; em seu nome demos graças a Deus. Ao mesmo tempo congratulemo-nos connosco, porque a grandeza de uma Mãe redunda em honra e vantagem dos filhos: Gloria filiorum patres eorum [3].

II. Apesar de ser Filha primogenita de Deus na ordem da natureza, da graça e da gloria, Maria santíssima é pouco, muito pouco venerada pela maior parte dos homens.

Nem mesmo faltam homens desnaturados que chegam a blasfemar contra ela. – Se nos quizermos mostrar dignos filhos de tão grande Mãe, não basta que nos abstenhamos de a ofender; devemos também quanto estiver ao nosso alcance, espalhar por palavras e exemplos a sua devoção, e reparar as ofensas que lhe são feitas.

Digamos-lhe, portanto, com amor:

«Gloriosissima Virgem, Mãe de Deus e nossa Mãe, Maria, volvei o vosso olhar piedoso para nós, pobres pecadores, que, aflitos pelos muitos males que nos cercam na vida presente, sentimos dilacerar-se o nosso coração ao ouvir as injurias e blasfemias atrozes que muitas vezes ouvimos vomitar contra vós, ó Virgem Imaculada.

Oh! Quanto ofendem aquelas palavras impias á Magestade infinita de Deus e de seu Filho unigenito, Jesus Cristo!

Quanto provocam a sua indignação e nos fazem temer os efeitos terriveis da sua vingança! Se com o sacrificio da nossa vida pudessemos impedir tantos ultrages e blasfemias, sacrifica-la-iamos de boa vontade, porque ó Mãe Santíssima, desejamos amar-vos e venerar-vos de todo o coração, já que é esta a vontade de Deus. E porque vos amamos, faremos quanto nos for possivel, para que de todos sejais honrada e amada.

Entretanto, ó Mãe piedosa, soberana consoladora dos aflitos, aceitai este acto de reparação que vos oferecemos em nosso nome e no de todos os nossos; também por todos aqueles que, não sabendo o que dizem, blasfemam impiamente contra vós; afim de que, impetrando de Deus a conversão deles, torneis mais patente e gloriosa a vossa piedade, o vosso poder, a vossa grande misericordia; e eles se unam connosco para vos proclamar a bendicta entre as mulheres, a Virgem Imaculada, a piodosissima Mãe de deus.»

Retirado de: MEDITAÇÕES de Santo Afonso Maria de Ligório - Tomo III

Peço perdão, amanhã farei a correcção do texto

domingo, 14 de novembro de 2010

TERÇO PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO


Início: O sinal da cruz

Oferta:

Meu Deus, pelo dulcíssimo Coração de Maria, eu vos ofereço todas as indulgências que puder ganhar, e rogo-vos que as apliqueis às almas ( ou à alma de....) do Purgatório. Amém.

Reza-se, dizendo em cada conta do terço comum as duas orações seguintes, que são ao mesmo tempo as mais curtas e as mais indulgenciadas.


I ) Nas contas grandes recitam-se os actos de Fé, Esperança e Caridade com as seguintes fórmulas:


Creio em Vós, Senhor, porque sois a verdade eterna.

Espero em Vós, Senhor, porque sois a fidelidade suprema.

Amo-vos, Senhor, porque sois a bondade infinita.

II ) Nas contas pequenas, reza-se a invocação:


Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação.

O Sumo Pontífice Bento XIV e Pio IX concederam muitas indulgências para essa devoção:

- Uma indulgência parcial cada vez que se recita.

- Uma indulgência plenária cada mês, quando se tem rezado ao menos uma vez por dia.

- Uma indulgência plenária em artigo de morte, quando se tem rezado muitas vezes durante a vida.

(Para lucrar a indulgência plenária requer o cumprimento das três condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e a oração em intenção ao Papa)

Poucos minutos bastam para rezar esse terço, e pode-se ganhar cada vez pelas almas do purgatório muitas indulgências.


(Livro : Sulfrágio, Editora da Divina Misericórdia)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

COROINHA AO MENINO JESUS DE PRAGA

Pelo sinal da Santa Cruz, dos nossos inimigos livrai-nos Senhor, Deus Nosso.

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador, Pai e Redentor meu.

Por ser Vós quem sóis, Bondade infinita, e porque vos amo sobre todas as coisas, pesa-me de todo o coração ter-vos ofendido.

Também me pesa porque podeis castigar-me com as penas eternas do inferno.

Ajudado pela Vossa divina graça, proponho-me firmemente a nunca mais pecar, confessar-me e cumprir a penitência que me for imposta. Amém.

V. Abri, Senhor, os meus lábios.
R. E a minha língua pronunciará a vossa glória.

V. Acudi, Oh! Deus, em meu auxílio.
R. Apressai-vos Senhor a socorrer-me.

Adorada e glorificada seja a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Adorado e glorificado seja o Pai.

V. O verbo se fez carne.
R. E habitou entre nós.

Pai-Nosso

Primeiro Mistério:

Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da vossa Encarnação.

Ave-Maria

Segundo Mistério:

Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da vossa Visitação.

Ave-Maria

Terceiro Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério do vosso Nascimento.
Ave-Maria
Quarto Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da adoração dos pastores.
Ave-Maria
Adorado e glorificado seja o Filho.
V. O verbo se fez carne.
R. E habitou entre nós.
Pai-Nosso
Quinto Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da vossa Circuncisão.
Ave-Maria
Sexto Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da Epifania.
Ave-Maria
Sétimo Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da Vossa apresentação no templo.
Ave-Maria
Oitavo Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da Vossa fuga para o Egipto.
Ave-Maria
Adorado e glorificado seja o Espírito Santo.
V. O verbo se fez carne.
R. E habitou entre nós.
Pai-Nosso
Nono Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da Vossa permanência no Egipto.
Ave-Maria
Décimo Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério do Vosso regresso a Nazaré.
Ave-Maria
Décimo Primeiro Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da Vossa vida oculta em Nazaré.
Ave-Maria
Décimo Segundo Mistério:
Divino Menino Jesus, bendito e adorado sejas no mistério da Vossa perda e encontro no Templo.
Ave-Maria
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre pelos séculos dos séculos. Amém
V. Seja bendito o nome do Senhor.
R. Agora e sempre pelos séculos dos séculos. Amém

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

LADAINHA DE SÃO JOSÉ


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.

São José,
Ilustre filho de David,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Casto guarda da Virgem pura,
Pai nutrício do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Cristo,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos trabalhadores,
Honra da vida doméstica,
Costódia das virgens,
Amparo das famílias,
Alívio dos miseráveis,
Esperança dos doentes,
Padroeiro dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protector da Santa Igreja,

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V/. O Senhor o constituiu dono da sua casa.
R/ E fê-lo príncipe de todas as suas pocessões.

Oremos.
Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo da Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, que aquele mesmo que na terra veneramos como protector, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

domingo, 5 de setembro de 2010

MEDITAÇÕES SOBRE A DEVOÇÃO E O PATROCINIO DE S. JOSÉ

PRIMEIRA MEDITAÇÃO



MOTIVOS DA DEVOÇÃO A S. JOSÉ


Ponto 1. O primeiro motivo da devoção a S. José é o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Sendo com efeito o nosso Divino Mestre o modelo por excelência de todo o fiel cristão, nada mais justo que levar-­mos impresso o seu carácter sagrado, esforcemo-­nos em conformar á sua a nossa conducta. Ele mesmo nos mostrou ser esta a sua divina vontade com estas palavras. ˝Dei-­Vos o exemplo, para que vós também facais o mesmo assim como eu fiz˜ (S. João 23, 15).


Agora pois, ainda que o Espirito Santo nos ocultou os testemunhos particulares de respeito e veneração que dera Jesus a São José nos largos anos da sua vida familiar, nos deixou sem obstáculo, revelado o suficiente para formar deles um conceito mais elevado.


Consta, com efeito, do sagrado Evangelho, que Jesus era tido entre os seus concidadãos por filho do artesão José, aprovando-­o ele mesmo com a sua conducta. Consta ademais do mesmo sagrado texto, que Jesus estava sujeito (Sao Lucas, 2, 51) a Maria e a José na sua casa de Nasaré, desde os doze anos de idade até aos trinta. Jesus, pois, honrou na sua vida mortal S. José, já reconhecendo­-o como seu pai adoptivo, ja reverenciado-o e obdecendo-lhe e amando-o qual pudera faze-lo o melhor dos filhos para com o melhor dos pais.


Considera agora a sublimidade e a grandeza da honra, da veneração e do amor de Jesus por José, que se nos revelam em tais actos. Jesus, Filho de Deus vivo, a quem foi dado toda a potestade no céu e na terra, obedece submisso a José durante largos anos.... Jesus, cabeça dos Anjos e dos homens, respeita José como se fosse seu pai.... Jesus, enfim, de quem os Anjos e Santos tem a grande honra de ser ministros e servos fieis, honra, serve e ama José como se fosse seu superior... Quem imaginaria jamais uma honra igual a esta? Como poderemos, pois, deixar de honrar também nós e de venerar este gloriosisimo Patriarca?


Mas. Que honra podemos tributar-vos, oh Santo sem igual, que seja digna de Vós. Ah! Aceitai-de os nossos pobres obsequios, e já que tão pouco valem, alcancai-de-nos a graça de que sejam cada dia mais dignos e de que cresça sempre no nosso coração a devoção e o amor por Vós.


Ponto 2. O segundo motivo da devoção a S. José é o exemplo da Santissima Virgem Maria.


Entre os sonhos misteriosos com que Deus revelou ao antigo patriarca a sua futura grandeza, um foi aquele em que viu como o sol e a lua o adoravam (Gén. 37, 9). Mas o que foi para aquele antigo patriarca um sonho, é aqui que S. José o viu convertido em felicissima realidade na sujeição e obediência com que Jesus e Maria o honraram na sua vida sobre a terra.


Se Jesus, com efeito, verdadeiro Sol de justiça, honrou S. José como Pai, ainda que adoptivo, Maria, essa mistica lua, que recebe e comunica á terra a luz do Sol, ou seja a graça de Jesus Cristo, honrou também a S. José obedecendo-lhe, amando-o e servindo-o qual pode fazer a melhor das esposas com o mais digno dos esposos.


Ela ademais, não só o reconhece e ama como seu esposo, mas também como a pai nutricio de Jesus chamando-lhe ainda em público com esse honrosissimo nome. E por aqui se pode conjecturar, senão compreender, qual foi o amor, o respeito e a veneração com que a divina Maria destinguiria o seu castissimo Esposo em todo o curso da sua vida comum e domestica.


Não, nunca houve no mundo esposa alguma que mais tenha amado, nem melhor servido e obsequiado o seu esposo, que Maria a José, ainda que muito superior a ele em dignidade e santidade. Assim se porta movida pelo exemplo de Jesus e impulsionada pelo sentimento do seu proprio dever, não menos que pelas suas eminentissimas virtudes.


Quando, pois, assim honrou a S. José a Mãe de Deus e Mãe nossa, não deveremos também fazer outro tanto, os que queremos ser seus filhos?


Oh Patriarca santissimo, bem queriamos honrar-vos e ser os vossos mais ferventes devotos, mas... somos tão miseraveis!... Alcançai-nos, pois, por Maria a graça de saber honrar-vos dignamente.


Ponto 3. Outro dos motivos da devoção a S. José, é o exemplo da nossa Mãe Igreja.


No sonho em que o antigo patriarca José viu como o adoravam o sol e a lua, viu também como onze estrelas o adoravam (Gén. 37, 9). o qual, se para aquele filho de Jacob significou a homenagem que um dia lhe haviam de tributar os seus onze irmãos, a respeito do nosso santo Patriarca veio a presagiar como, depois de Jesus e Maria, viriam um dia a inclinar-se ante a sua eminentissima dignidade, os onze apostolos que seguiram fieis a Jesus, bem como a universalidade dos santos, ou seja, a Igreja Santa.


É certo que durante muitos séculos não se deu na Igreja tão sumptuoso culto ao nosso ilustre Patriarca, ocultando-se em parte por justos motivos o brilho da sua gloria. Mas desde que satisfeita a Providencia separar os obstaculos que impediam dar a conhecer ao mundo as eminentisimas prerrogativas de S. Jose, como se viu felizmente realizado no sonho das onze estrelas, que adorabam o antigo filho de Jacob!


Na realidade, de alguns séculos a esta parte a devoção a S. José tem vindo como a formar o caracter dos maiores Santos. Assim mesmo, muitos Sumos Pontifices, não só lhe professaram cordialissima devoção, como também se esmeraram em ordenar a seu favor novas demonstrações de culto público, com o fim de propaga-la.


Estava sem obstáculo reservado á presente e nefasta epoca, o ver S. José elevado pela Igreja a um posto superior ao de todos os demais Santos. Ele com efeito foi exaltado com o titulo de Patrono da Igreja Católica, com o aplauso universal dos fieis e para fomentar nos seus corações a devoção e a confiança feita a ele, o condecorou o imortal Pio IX. Assim acreditou o Papa dever honrar, depois da definição dogmatica da Imaculada Conceição de Maria, ao que foi esposo virgem desta Mãe Virgem.


Que mais, pois, se pode desejar, ou que melhor exemplo e estimulo propor para nos decidir-mos a abraçar de todo o coração a devoção a S. José como a mais util para nós e a mais grata aos olhos de Deus, depois da de Jesus e Maria?


Oh Santo privilegiado! Aqui nos tendes prostrados aos vossos pés, sede o nosso protector e fazei-nos dignos de ser os vossos mais fervorosos devotos.


(Retirado do blogue: Signum Magnum - Pe. Juan Carlos Ceriani)


Tradução livre: Manuel Figueiredo