"Uma oração sem fé é uma fórmula vazia. Quem é tolo a ponto de perder tempo pedindo algo em que não crê?
A fé é o manancial; a oração, o riacho. Como pode correr o riacho se o manancial está seco?"
(Santo Agostinho)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

INTERCESSÃO DE SÃO JOSÉ


São José é um grande intercessor que temos diante de Jesus. Nunca tarda em nos ajudar a conseguir alguma graça que desejemos, desde que a peçamos com fé. Tudo o que sabemos de São José é o que nos conta a Sagrada Escritura: que era um homem justo, temente a Deus e aceitou dar a sua vida para criar e educar um filho que não era seu (afinal Jesus era filho de Deus). A Escritura Sagrada diz que era carpinteiro (Mt. 13, 55) e pobre, tanto que quando levou Jesus ao Templo para ser circuncidado e Maria purificada, ofereceu como sacrifício um par de rolas, permitido apenas áqueles que não tinham condições de comprar um cordeiro (Lc. 2, 24). Embora sendo pobre, José era de linhagem real, da descendência do rei Davi (Mt. 1, 1-16 e Lc. 3, 23-28). Era um homem bom, compassivo e carinhoso, características de um justo. Quando soube da gravidez de Maria, não sendo seu o filho que ela esperava, planeou deixá-la silenciosamente para não a expor à vergonha e crueldade, porque naquela época, as mulheres acusadas de adultério eram apedrejadas até à morte (Mt. 19, 20). José foi também um homem de fé e obediente. Quando o anjo do Senhor em sonho lhe revelou o mistério sobre a criança que Maria trazia no ventre, imediatamente e sem questionar ou preocupar-se com fofocas, a tomou como esposa. Quando o anjo lhe apareceu novamente para avisá-lo do perigo que a sua família corria, imediatamente deixou tudo o que possuía, bem como os parentes e amigos e partiu para um país estranho e lá permaneceu, aguardando pacientemente até que o anjo do Senhor, no devido tempo, o instruiu para retornar (Mt. 2, 13-23). Quando Jesus ficou no templo, perdido dele e da mãe, José, junto com Maria, procurou-o com grande ansiedade até encontrá-lo ao fim de três dias (Lc. 2, 48). Tratava Jesus como seu próprio filho, a tal ponto que os habitantes de Nazaré repetiam constantemente em relação a Jesus "Não é ele o filho de José?" (Lc. 4, 22). José teve uma morte linda, como muitos gostariam de ter, ao lado de Jesus e de Maria.


São José é invocado nos casos de doença, junto a agonizantes, em casos de dificuldades financeiras e pelas famílias. Na ladainha em sua honra é invocado como terror dos demônios. Mas não são só esses os casos em que é invocado. A sua intercessão é para qualquer situação como diz Santa Tereza D' Ávila (Vida, cap. 6n. 6-8): "Tomei por advogado e senhor o glorioso São José e encomendei-me muito a ele... Causa espanto as grandes mercês que Deus me fez por meio desse bem aventurado Santo, dos perigos que me livrou tanto do corpo como da alma. A outros santos parece que o Senhor lhes deu graças para socorrer em determinada necessidade. Mas deste glorioso santo tenho experiência que socorre em todas... Só peço, por amor de Deus, que o prove quem em mim não acreditar e verá por experiência o grande bem que é encomendar-se a este glorioso patriarca e lhe ter devoção".

Retirado de: http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/2011/03/intercessao-de-sao-jose.html

domingo, 27 de março de 2011

NOVENA A SÃO JOSÉ II


Aprender as virtudes de São José e alcançar graças por sua intercessão


Oração preparatória para todos os dias:


Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou na vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena.

Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas.

Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz, e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade.


Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José, e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para atrever-me a comparecer diante da Vossa presença?


Conheço a deficiência dos meus méritos e a multidão dos meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido nas minhas orações; mas, o que não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode. Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não fiado na minha fraqueza, mas no poder e patrocinio de São José. Amém.


Primeiro dia


Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e, principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido, de ter sido santificado no ventre de vossa mãe e confirmado na graça. Que alegria para o vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava de Pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por esse tão assinalado privilégio! Eu vos felicito com todo o meu coração, pela inocência incomparável que tivestes desde antes de nascer e pela graça á amizade particular com que o mesmo Deus vos distinguiu.


Por esse privilégio e pela grande alegria que ele vos causou, suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus, um grande ódio ao pecado, grande amor ás virtudes e á minha salvação eterna. E como creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica para a minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis pela vossa poderosíssima intercessão; todavia, se a minha oração não for bem dirigida, endireitai-a e rogai ao boníssimo Deus por mim. Amém.

Segundo dia


Que felicidade a vossa, meu glorioso Protetor, serdes escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria.


Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes, naquele dia feliz, quando associastes a vossa sorte á da Mãe de Jesus Cristo. Que admiração vos teriam os Santos Anjos, por serdes o sustentáculo da mãe do Verbo encarnado, e por esse mesmo motivo também protector do Filho de Deus!


Uno os meus louvores aos que, nesse dia, vos dariam os Anjos do Céu e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou ao vosso serviço. Que transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira Aquela que trouxe o Filho de Deus no Seu seio sagrado!

Que felicidade terdes, para vosso consolo nas penas, a Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que é o espelho sem mancha, da majestade divina e a imagem da bondade de Deus!


Por este favor e felicidade tão grandes peço-vos, poderosíssimo José, a amizade e a graça de Deus, e a proteção e amparo constantes de Maria Santíssima.


Interponde, ao mesmo tempo, o vosso patrocinio com Jesus e com a vossa santíssima esposa, para alcançar as graças particulares que, com esta novena, pretendo conseguir. Amém.


Terceiro dia


Que pena tão amarga devíeis ter sentido no vosso coração, José gloriosíssimo, quando na vossa humildade julgastes dever separar-vos da vossa esposa Maria!
Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia ao vosso amor com amor puro e sincero.


Confraternizo-me convosco, por aqueles momentos de sofrimento e por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade, ficastes ao lado da Mãe do Unigênito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e amou sempre no amor de Deus. No Seu infinito poder, Deus fez nela maravilhas do Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso onde o Filho de Deus tem o seu receio, e vós José, fostes o Anjo da guarda desse jardim, o depositário desse eterno tesouro.


São José, aceitai as sinceras felicitações pela parte activa que Deus vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de Sua Santíssima Mãe ás vossas ordens.

Por essa grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo conseguir, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma. Amém.


Quarto dia


Esposo castíssimo da Mãe do Unigênito Filho de Deus, uno-me a vós na tristeza que experimentastes em Belém, quando lá chegando, depois da penosa viagem, vistes a vossa venerada esposa Maria e o Salvador do mundo, que ela levava nas suas entranhas, desconhecidos e repelidos de todas as casas e pousadas.


Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão inimigos e contrários!


Dai-me Jesus, que tanta alegria vos causou no Seu nascimento. As vozes dos Anjos dizendo “Paz na Terra aos homens de boa vontade” são principalmente dirigidas a vós. Aceitai os meus louvores pelo muito amor que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para o Seu pai nutrício e para o seu poderoso defensor e amparo.


Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós estais, perto de Jesus, contemplar a Sua santidade divina e esplendor. Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que foram adorá-lo no presépio; pedi-Lhe, também, as graças que desejo conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.


Quinto dia


Que grande dor sofrestes, nosso querido São José, quando vistes derramar-se o preciosíssimo sangue de Cristo na circuncisão! Por que teria, esse infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos nossos pecados, esse padecer.


São José, daí-me a conhecer o preço do sangue de Jesus, para que nunca deixe perder a menor gota; e que esse sangue, caindo abundantemente sobre minha alma, me lave e purifique inteiramente. Permiti, São José, que, para eu conseguir a graça tão importante, me aproxime mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do Divino Mestre e receber as bênçãos e as graças que dele emanam e que, por bondade divina, passam pelas vossas sagradas mãos.


As vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens!

São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome de Jesus, sabendo que esse nome, a própria felicidade, é a chave que nos abre a porta do Céu!

Adorador de Cristo, consiga que ele seja para mim Jesus, isto é, meu salvador nesta vida e na eterna.


Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém.

Sexto dia


Ó meu boníssimo São José, protetor e amparo dos desvalidos! Por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição.

Confraternizo-me convosco, pacientíssimo José, pela ferida que no vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar o Seu delicadíssimo e amorosíssimo coração.


Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar a vossa esposa com vossa presença humana na paixão de Cristo!


Eu, sim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar Maria, porque culpado, pelos meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados.


Ajudai, José poderosíssimo, a minha pobreza espiritual e as poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para maior glória de Deus e salvação da minha alma. Amém.


Sétimo dia


São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem para o Egipto, para admirar os vossos sacrifícios e imitar as vossas virtudes. Tudo fizestes para defender Jesus de tantos perigos, e sobretudo da morte.


Que dor tão grande foi para o vosso coração amante ver sofrer Jesus e Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três peregrinos santíssimos!


Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres mundanos, e dai-me a fome e a sede de todas as virtudes, principalmente a humildade, a paciência, a mortificação, que a minha alma deseja ardentemente possuir.


Entristeçam-me as coisas que vós entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria.


Experimente a minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma alegria que experimentou o vosso delicado coração, quando afinal, depois dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como vos alegrastes com a queda dos ídolos do Egipto, alegra-se o meu coração com a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas do modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, á Santíssima Mãe e a vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior glória de Deus. Amém.


Oitavo dia


Confraternizo-me convosco, terníssimo José, por causa das privações que vistes sujeita a vossa amada família, na terra de peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo, para a Mãe do Filho de Deus.


Uno as minhas lágrimas ás que derramastes, no vosso coração, pela dureza do exílio, e por tudo o que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no Egipto. Vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que necessária!


Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou o vosso coração, quando Jesus, pela primeira vez, vos deu o doce nome de pai, e pela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem da sua obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina Providência se dignar enviar-me, para purificar-me dos meus pecados, ou para aumentar os meus méritos.


Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena, se não for em prejuízo da minha salvação. Amém.


Nono dia


Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai; que dor e tormento indizível seria para o vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus com o qual estavam todas as afeições da vossa vida! Que grande aflição sentistes por não ter encontrado o menino Jesus entre os parentes e conhecidos e por ninguém ter dado notícias dele.

Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver, se Ele era a vossa alegria de viver? Vós perdestes Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O muitas vezes por culpa própria, por causa da minha malícia e dos meus pecados.


Fazei-me conhecer Jesus e procurá-Lo com perseverança, ensinai-me a obedecê-Lo, ensinai-me a adorá-Lo, custe o que custar. Consigai-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo pecado e que se por infelicidade eu venha a perdê-Lo, nunca tenha sossego até que o encontre novamente, pela divina graça.


Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes achando Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, os doutores da lei e causando-lhes encanto e admiração com as Suas perguntas e respostas.


Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e a sua santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre no meu coração, com a sua divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar da Sua visão e amizade no céu para sempre.


Alcançai-me também, as graças que vos tenho pedido, todos os dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo que vos pedi, irei receber do amor de Deus, por vosso intermédio.


De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador do poder que o Misericordiosíssimo Deus vos concede. Amém.


Pede-se agora a graça que necessita conseguir.


Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nossos, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai... em honra das alegrias e dores do glorioso Patriarca.

Oração final para todos os dias:


Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protetor São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorando vosso socorro e não fosse por vós consolado.

Com grande confiança, venho, á vossa presença, recomendar-me fervorosamente a vós. Não despreseis a minha súplica, ó pai adotivo do redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.


ANT. – José, filho de Davi, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas puríssimas entranhas é por obra do Espírito Santo.


V. Rogai por nós, José santíssimo.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.



Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, vos dignastes escolher o bem-aventurado esposo de vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no Céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

quarta-feira, 23 de março de 2011

MÊS DE MARÇO EM HONRA DO GLORIOSO PATRIARCA SÃO JOSÉ


O mês de Março está tradicionalmente dedicado a honrar o glorioso Patriarca São José, pai nutricio de Jesus e castissimo esposo da Santissima Virgem, por quem lhe vinham ao Messias os regios direitos da dinastia davidica. A devoção a São José, sem embargo, deve esperar séculos até á sua grande expansão, como se ele quisera manter-se discreto, preferindo que a atenção se centra-se no culto a Jesus e da sua Imaculada Mãe. Como veremos na excelente exposição que copiamos da Enciclopédia Católica, apesar de que não é extranho á Igreja desde os primeiros tempos o culto a São José e que durante a Idade Média experimentou este, um notável desenvolvimento, foi graças a Santa Teresa de Jesus, devotissima sua, e ao Carmelo por ela reformado que se começou a estender prodigiosamente, até ao ponto que os dois passados séculos podem a justo titulo ser chamados “a era josefina”, que culminou com a inserção do nome do santo patriarca no Canon da Missa. Oferecemos, pois, a continuação: a) um resumo da história da devoção a São José, b) o relato em primeira mão de uma testemunha do Concilio Vaticano II sobre as circunstâncias que levaram a essa inserção pela vontade do Beato João XXIII, c) um exercicio piadoso para cada dia e d) a versão online do precioso livro São José do R. P. Florentino Alcaniz Garcia, S. I., grande apóstolo do Coração de Jesus e eximio devoto josefino.

domingo, 20 de março de 2011

PRIMEIRA QUARTA FEIRA DE MARÇO


Viagem de São José e Maria Santissima a Belém, onde nasceu Jesus.

Ascendit autem et Joseph... in civitatem David, quae vocatur Bethlehem -- «Subiu também José... á cidade de david, que se chama Belém» (Luc. 2, 4).

Sumario. Consideremos os doces colóquios dos santos Esposos sobre o mistério da Encarnação, durante a viagem de Nazaré a Belém. Imaginemos a tristeza de S. José vendo-se expulso de Belém e obrigado a refugiar-se numa gruta. Mas a tristeza se trocou em alegria, quando o Patriarca ouviu o doce canto dos anjos, viu o Filho de Deus feito menino, e os pastores e os magos prostrados em adoração. Unamos os nossos afectos ao de S. José e admiremos como o Senhor alterna as alegrias com as tristezas na vida dos justos.

I. Considera com que ternura Maria e José deviam entreter-se naquela viagem, sobre a misericórdia de Deus, que manda o seu Filho á terra para a redenção do género humano; e sobre o amor do Filho, que quer vir a este vale de lágrimas, a fim de satisfazer com a sua paixão e morte pelos pecados dos homens. – Considera também a aflição de José, que na noite em que devia nascer o Verbo divino, se viu com Maria expulso de Belém, de modo a que foram obrigados a se refugiarem numa gruta. Qual deve ter sido a sua dor, vendo a sua santa Esposa, jovem de quinze anos, proxima a dar á luz, tremer de frio naquela gruta humilde e aberta por todos os lados?

Mas, qual não deve ter sido em seguida a consolação, quando ouviu Maria chamá-lo e dizer-lhe: Vem, José, vem adorar o nosso Deus-Menino, que já nasceu nesta gruta. Vê como é formoso; vê nesta magedoura sobre um pouco de palha o Rei do universo. Vê, como está tremendo de frio aquele que abrasa os Serafins de amor. Vê como está chorando aquele que é a alegria do paraiso. – Contempla aqui, meu irmão, qual deve ter sido a ternura e amor do santo Patriarca, quando com os seus próprios olhos viu o Filho de Deus feito menino, e ao mesmo tempo ouviu os anjos cantarem em torno do seu Senhor nascido, e viu a gruta resplandecente de luz.

Então José, de joelhos, e derramando lágrimas de ternura, disse: Adoro-Vos, ó meu Senhor e meu Deus. Que felicidade a minha a de ser o primeiro, depois de Maria, a Vos ver nascido, de saber que nesta terra quereis ser chamado de meu filho, e tido por tal. Permiti, pois, que eu também assim Vos chame, e desde agora Vos diga: Meu Deus e meu Filho, consagro-me todo a Vós. A minha vida não será mais minha, será toda vossa, e não me servirá mais, senão para vos servir, ó meu Senhor. – Como ainda aumentou a alegria de São José, vendo naquela noite virem os pastores convidados pelo Anjo a adorarem o seu Salvador nascido; e depois os santos Magos, que chegaram do oriente para tributarem as suas homenagens ao Rei do céu, vindo á terra para salvação das suas criaturas.

II. Une os teus afectos aos dos Pastores e dos Magos, ou, melhor ainda, aos de São José mesmo e de Maria, sua Esposa Imaculada. – Depois reflecte no que diz São João Crisostomo, quando fala das dores e das alegrias do santo Patriarca: Misericors Deus moestis rebus etiam iucunda permiscuit. Na sua infinita misericórdia e sabedoria, o Senhor dispôs que a vida do justo seja um alternar de aflições e de alegrias; e se não permite que seja oprimido pelas tribulações, tão pouco quer que ande sempre por entre gozos.

Meu santo Patriarca, pela dôr que sentiste em vêr o Verbo divino nascido numa gruta, tão pobre, sem fogo e sem paninhos, como também em o ouvir chorar pelo frio que o atormentava, Vos rogo que me alcanceis uma dor sincera dos meus pecados, que foram a causa das lágrimas de Jesus. E pela consolação que tiveste em ver pela primeira vez Jesus nascido no presépio, tão formoso e gracioso, que desde então o vosso coração começou a arder de um amor mais ardente para com o Menino tão amável e tão amoroso, alcançai-me a graça de o amar com amor ardente na terra, afim de ir um dia gozá-lo no paraiso.

E vós, ó Maria, Mãe de Deus e minha Mãe, recomendai-me ao vosso Filho, e alcançai-me o perdão de todas as faltas que tenho cometido, e a graça de não mais o ofender. – Ó meu amado Jesus, perdoai-me pelo amor de Maria e José, e dai-me a graça de um dia Vos ver no céu, para Vos louvar e amar a vossa divina beleza e a bondade que Vos fez nascer criança por meu amor. Amo-Vos, bondade infinita; amo-Vos, meu Jesus; amo-Vos meu Deus, meu amor, meu tudo; e não Vos peço outra graça, senão a de Vos amar com todas as minhas forças.

Jesus, Maria e José, eu Vos dou o meu coração e o meu espirito [1] (*II 425.)

[1] – Indulgência de 100 dias

Retirado de: MEDITAÇÕES de Santo Afonso Maria de Ligório - Tomo I

PRIMEIRAS QUARTAS-FEIRAS DEDICADAS A SÃO JOSÉ


A vós querido São José, recorremos, cheios de confiança, solicitando o vosso valioso patrocínio.


Ó querido São José, pelo privilégio incomparável, de Esposo puríssimo da Imaculada Virgem, Mãe de Deus, Pai adotivo de Jesus, de chefe augusto da sagrada família, protegei a grande família de Jesus, a santa Igreja Católica, o santo Padre o Papa!


Conservai e aumentai a pureza da nossa mocidade, a felicidade e dedicação dos esposos e o zelo dos pais na educação religiosa dos filhos!


Santificai as nossas famílias, na fé e na piedade cristã, na união dos corações e na paz! Ó querido São José, que com tanto amor e carinho, criastes o nosso Sumo Sacerdote Jesus, despertai numerosas vocações sacerdotais e religiosas!


Daí aos escolhidos a perseverança na vocação! Purificai e Santificai os nossos Sacerdotes!

Acendei nos seus corações zelo apaixonado, pela glória de Deus e salvação das almas!

Ó querido São José, que tivestes a ventura de morrer nos braços de Jesus e de Maria, socorrei-nos a nós e a todos os pobres moribundos, para que confortados com os santos Sacramentos, possamos, confiantes, entregar a nossa alma nas mãos misericordiosas de Jesus, nosso Juiz, mas também nosso Salvador.


Jesus, Maria, José, eu vos dou meu coração e minha alma!

Jesus, Maria, José, assisti-me na última agonia!


Jesus, Maria, José, expire em paz, entre vós, a minha alma.


(Para cada jaculatória: 7 anos de indulgência)


Obs.: A Igreja no seu livro oficial de indulgências, concede indulgências de 5 anos, e indulgência plenária com as condições de costume aos fiéis, que, na primeira quarta-feira do mês, fizerem algum exercício piedoso em honra de São José.


As condições do costume são: Confissão, Comunhão e visita a uma Igreja, rezando pelas intenções do Santo Padre.

sábado, 19 de março de 2011

DEVOÇÃO PARA DIA 19 DE CADA MÊS


Oração a Maria Santíssima

Amabilíssima Mãe minha; Gostais tanto de que veneremos o vosso querido esposo São José, acendei mais no meu coração a chama da devoção a tão grande santo, e pela reverência e amor que vós lhe tindes, vos suplico que me alcanceis do vosso divino Filho o perdão dos meus pecados e a graça que necessito para a minha salvação; favor que espero não me negareis pondo por medianeiro a meu patrono e advogado São José. Amém.

Oração a São José

Gloriosíssimo patriarca São José, digníssimo esposo da Mãe de Deus, pai adotivo do nosso adorável Redentor e nosso poderosíssimo advogado em toda a tribulação, em toda a necessidade e em todo o perigo: vos elejo por meu patrono e advogado para toda a minha vida e para a minha morte.

Vos peço humildemente e com toda a minha alma que me recebais, santo meu, por perpétuo servo e escravo vosso, e que com o vosso poderoso auxilio me alcanceis a continua proteção da vossa Esposa, a Imaculada Virgem Maria e as misericórdias do meu amantíssimo Jesus.

Assisti-me sempre e abençoai as minhas palavras, obras, acções, pensamentos e desejos para que em tudo esteja de acordo com a vontade divina, e assim, servindo-vos constantemente, logre com o vosso patrocinio uma feliz morte. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Felicitações a São José pelos seus sete principais privilégios e as felicidades dispensadas pelo Senhor:

Primeiro Privilégio

Vos felicito, glorioso São José, e dou infinitas graças a Deus por ter-vos escolhido para pai adotivo do seu unigênito Filho e para guia do mesmo Jesus e da sua Santíssima Mãe nas suas penosas viagens e durante a sua vida mortal: por esta vossa felicidade, vos suplico que me guiais na minha viagem desta vida para a vida eterna, alcançando-me a graça de purificar a minha alma no santo Sacramento da penitência. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Jesus e Maria, José, Joaquim e Ana, na vida e na morte amparai a minha alma.

Segundo Privilégio

Vos felicito, glorioso São José, e dou infinitas graças a Deus porque vos concedeu o favor de guardar da perseguição de Herodes, para beneficio do mundo, Jesus Cristo, verdadeiro Pão da vida: por esta vossa felicidade vos suplico, que me ajudeis a recebê-lo dignamente com frequência, e particularmente, antes de morrer, por viático a prenda da vida eterna. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Jesus e Maria , José, Joaquim e Ana, em vida e em morte amparai a minha alma.

Terceiro Privilégio

Vos felicito, glorioso São José, e dou infinitas graças a Deus, porque vos concedeu a honra de fortalecer-vos e santificar-vos com o frequente contacto e o trato íntimo do nosso adorável Redentor: por esta vossa felicidade vos suplico que me alcanceis a graça de não morrer sem o auxílio espiritual do Sacramento da Extrema Unção que alivia a enfermidade corporal, se convém, e cura a alma dos pecados. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Jesus e Maria, José, Joaquim e Ana, na vida e na morte amparai a minha alma.

Quarto Privilégio

Vos felicito, glorioso São José, e dou infinitas graças a Deus porque vos concedeu uma fé vivíssima e constante com que cresteis que era obra do Espírito Santo o fruto da vossa puríssima Esposa: por esta vossa felicidade, vos suplico que me alcanceis a graça incomparável de viver e morrer com a maior firmeza na santa fé católica. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Jesus e Maria, José, Joaquim e Ana, na vida e na morte amparai a minha alma.

Quinto Privilégio

Vos felicito, glorioso São José, e dou infinitas graças a Deus por ter-vos escolhido para fiel ministro de Jesus e Maria na terra: por esta vossa grande felicidade, vos suplico que me alcanceis a graça de saber imitar-vos, servindo fiel e constantemente a Deus e á sua divina Mãe. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Jesus e Maria, José, Joaquim e Ana, na vida e na morte amparai a minha alma.

Sexto Privilégio

Vos felicito, glorioso São José, e dou infinitas graças a Deus porque vos concedeu a graça de morrer assistido com o maior carinho por Jesus e Maria: por esta vossa inefável felicidade, vos suplico que me alcanceis a graça de morrer abrasado em amor de Deus e assistido por vossa Imaculada Esposa e por Vós mesmo. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Jesus e Maria, José, Joaquim e Ana, na vida e na morte amparai a minha alma.

Sétimo Privilégio

Vos felicito, glorioso São José, e dou infinitas graças a Deus pelo privilégio que vós tivestes de ressucitar com Jesus Cristo e subir á eterna glória: por esta vossa honra, vos suplico que me alcanceis a graça de encontrar-me na hora da minha morte, disposto para merecer, desde aquele momento, o descanso eterno dos santos. Assim seja, Jesus, Maria e José.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Jesus e Maria, José, Joaquim e Ana, na vida e na morte amparai a minha alma.

domingo, 13 de março de 2011

FESTA DE S. JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA

XIX DE MARÇO

Pretiosa in conspectu Domini mors sanctorum eius -- «Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.» (Ps. 115, 15).

Sumario. Representemo-nos na casa de Nazaré para assistir á morte do santo Patriarca. É opinião fundada que São José morreu de puro amor a Deus; porque teve morte ditosa de ser assistido por Jesus e Maria, que, com as palavras de vida eterna, que lhe dirigiam alternadamente naquelas extremas, inflamavam-lhe o amor. Se desejamos morrer de morte tão placida e suave, sem angustias e temores, sejamos muito devotos do grande Santo, imitemos as virtudes, particularmente o seu amor a Jesus e Maria.

I. Considera como São José, depois de ter servido tão fielmente Jesus e Maria, chegou ao termo da sua vida na casa de Nazaré. Ali cercado de anjos, e assistido pelo Rei dos anjos, Jesus Cristo, e por Maria sua Esposa, que se colocaram aos lados do seu pobre leito, saiu desta vida miserável em tão doce e sublime companhia e com paz paridiasiaca na alma. Pela presença de tão digna Esposa e de tão nobre Filho (como o Redemptor se designou ser chamado), a morte de José tornou-se extremamente doce e suave. – E como podia ser-lhe a morte amargosa, morrendo nos braços daquele que é a vida? Quem jamais poderá dizer ou entender as suaves doçuras, as consolações, as doçes esperanças, os actos de resignação, as chamas de amor, que foram inspirados no coração de José pelas palavras de vida eterna que Jesus e Maria lhe dirigiam alternadamente naquela suprema hora? É, pois, bem admissivel a opinião, referida por São Francisco de Sales, de que São José morreu de puro amor a Deus.

Assim a morte do nosso Santo foi toda placida e suave, sem angustias e temores, porque a sua vida fôra toda santa. Não pode ser a tal morte daqueles que algum tempo ofenderam a Deus e mereceram o inferno. Mas com certeza receberá então grande conforto aquele que for protegido por São José, a quem, depois que Deus mesmo lhe obedeceu, sem dúvida os demónios terão que obedecer. O Santo os repelirá dos seus devotos e não lhes permitirá tentar aqueles que o invocarem na morte.

Bem-aventurada, pois, a alma que na última hora for assistida pelo tão poderoso advogado, que por ter morrido assistido por Jesus e Maria, e por ter livrado o Menino Jesus do perigo de morte, fugindo com ele para o Egipto, obteve o previlégio de ser o padroeiro da boa morte, e de livrar os seu devotos moribundos do perigo da morte eterna.

II. Meu santo Protector, justo é ue a vossa morte tenha sido santa, porque foi santa toda a vossa vida. Quanto a mim, com razão devia esperar uma vida infeliz, visto que a mereci pela minha vida desregrada. Mas se vós me defenderdes, não serei condenado. Não só tendes sido grande amigo do meu Juiz, mas além disso o seu guarda e o seu aio. Se vós me recomendardes a Jesus, Ele não me poderá condenar. Meu santo Patriarca, eu vos elejo, depois de Maria, por meu principal advogado e protector.. Prometo-vos, honrar-vos cada dia por toda a minha vida que me resta com algum obséquio especial, pondo-me debaixo da vossa protecção. Sou indigno do favor que vos peço, mas pelo amor que tendes a Jesus e Maria, aceitai-me por vosso servo perpétuo. Pela doce companhia que Jesus e Maria vos fizeram na vossa vida, protegei-me sempre enquanto viver, afim de que nunca mais me aparte de Deus, pela perda da sua graça. E pela assistência que Jesus e Maria vos prestaram na morte, protegei-me particularmente na hora da minha morte, afim de que morrendo assistido por vós, por Jesus e Maria, possa ir um dia agradecer-vos no paraiso.

Virgem Santissima, já sabeis que, primeiro pelos merecimentos de Jesus Cristo, e depois pela vossa intercessão, espero morrer com uma boa morte e salvar-me. Minha Mãe, não me desampareis nunca; mas assisti-me especialmente no grande momento da minha morte; alcancai-me a graça de morrer invocando e amando a vós e ao meu Jesus.

E Vós, meu amado Redemptor, perdoi-me todas as ofensas que Vos fiz e de que me arrependo com toda a minha alma. Perdoai-me antes que chege a hora da minha morte, quando sereis o meu juiz. E na vida que ainda me resta, «concedei-me que me ajudem os méritos do Esposo de vossa Mãe Santissima, para que por sua intercessão se me conceda o que as minhas forças não podem obter». Fazei-o pelo amor do mesmo São José.

Retirado de: MEDITAÇÕES de Santo Afonso Maria de Ligório - Tomo I