"Uma oração sem fé é uma fórmula vazia. Quem é tolo a ponto de perder tempo pedindo algo em que não crê?
A fé é o manancial; a oração, o riacho. Como pode correr o riacho se o manancial está seco?"
(Santo Agostinho)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A BEMAV. MARGARIDA DE CASTELA



Era uma terciaria da Ordem de S. Domingos, que se destinguiu durante a sua vida pela contemplação assidua do Menino Jesus, de sua divina Mãe e de S. José.
Na ocasião da sua morte bem-aventurada, ao ser embalsamado o seu corpo virginal, foram encontradas no seu coração três pedras maravilhosamente cinzeladas, uma das quais representava o Menino Jesus, a outra a Sma. Virgem e a terceira S. José.
Um grande número de clerigos, de religiosos e mesmo de seculares foi testemunha deste milagre.
E todos compreenderam o sentido das palavras que ouviram Margarida repetir muitas vezes durante a sua vida:
“Oh! Se conhecesseis o tesouro que trago e guardo no coração!”
Estas perolas foram conservadas no tesouro do convento de Castela, onde foi sepultada a Bem-aventurada.
Possam todos os corações ser repletos, como o desta Santa, do amor de Jesus, Maria e José.


Fonte: Os ensinamentos de Nazare - 1941

VINDE, ESPIRITO SANTO



- Deus, vinde em nosso auxílio!
- Senhor, socorrei-nos e salvai-nos!
- Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado.
- E renovareis a face da Terra.

Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos rectamente todas as coisas,
segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.

Por Cristo Senhor Nosso. Amén.

ORAÇÃO DIÁRIA PELAS ALMAS




Senhor e Deus omnipotente, suplico-vos que, pelo Santíssimo Corpo e Preciosíssimo Sangue que vosso Divino Filho, na noite de sua Paixão, deu em comida e bebida aos seus apóstolos e deixou a toda Igreja em sacrifício perpétuo e salutar alimento dos féis, livreis as almas do purgatório e, em especial, a mais devota deste mistério de amor, para que, por ele, vos louve com o vosso divino Filho e com o Espírito Santo na eterna glória. Amém.


Três Pai-Nossos, Três Ave-Marias e Três Glórias.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

JOSEFINA E S. JOSÉ




Num dos quarteirões de Paris residia uma família dotada de alguma fortuna: um casal e a filha, chamada Josefina. Viviam felizes, em prosperidade de negócios. Nada lhes faltava. Imprevidentes, gastavam quanto iam recebendo, sem economias para o futuro e sem cuidado na aplicação das rendas.
Um dia, caiu enfermo o chefe da casa e maus negócios os levaram rapidamente a uma situação de necessidade. Obrigados pelos credores, deixaram o palacete e foram morar numa casa simples, num dos subúrbios da cidade. Os velhos choravam, abatidos e desanimados. Josefina, porém, não perdia a calma e o sorriso habitual.
Era boa costureira e bordava com perfeição. Dia e noite não descansava. Saía cada tarde para entregar as peças que costurava e com o dinheiro recebido comprava sempre o necessário para a casa. Muita vez voltava de mãos vazias. Passavam algum dia sem alimento suficiente. Procurou uma colocação, onde possa contar com ordenado certo cada mês e com trabalho extraordinário e nocturno, para dar algum conforto aos pais. Entregou a sua causa a São José. O tempo vai passando. Sempre aquela vida atribulada e incerta, semeada de lágrimas, não raro de alguma fome.
Na festa de São José, a moça, devotíssima do Padroeiro de todas as necessidades, teve uma idéia original: tomou uma folha de papel e escreveu uma carta a São José pedindo um emprego, um meio de ganhar a vida e sair daquela situação embaraçosa. Ingenuamente assina: Josefina de tal, residente em tal rua – Bairro de Paris – costura e borda com perfeição.
Com uma pequena fita, amarrou o bilhete sob as asas de uma linda pomba que trazia presa numa gaiola, e solta-a, dizendo: “Vai, pombinha querida, para onde São José te mandar e hoje mesmo venha a resposta do céu!”
Foi um ingênuo gesto de confiança no Patrono das causas mais desesperadas. E, depois, Josefina sentiu-se tranqüila.
Não invocara São José em vão. Poucas horas depois, um carro pára defronte da porta de sua casa.
Um senhor bem trajado e ainda moço pergunta:
– Mora aqui a senhorita Josefina de tal?
– Sim, responde a jovem, sou eu mesma.
–  Escreveu, a senhorita, este bilhete?
– Sim, e como o foi encontrar?
- Sob as asas de uma pobre pomba que entrou em meu escritório e de lá não queria sair. Observei que ela trazia este bilhete li-o, e aqui estou. Sou devoto de São José. Resolvi abrir esta semana uma fábrica de roupas e bordados. Faltava-me, porém, alguém para ensinar e dirigir as primeiras operárias. Pedi a São José que ma arranjasse. Providencialmente, entra-me a pombinha pelo escritório a dentro, encontro este bilhete e venho a saber que, aqui, a senhorita Josefina e seus pais sofrem privações. Permita-me que lhe ofereça já uma quantia para solver os compromissos de que fala no bilhete, e quero desde já contratá-la para dirigir a minha oficina.
Os pais da moça choravam de alegria e da mais profunda gratidão.
Como São José é bom! disseram todos juntos.
Em breve, Josefina estava à frente das oficinas, no centro de Paris.
O patrão pôs-se a observá-la e notou ser, a jovem, de fina educação, bondosa, modesta, rica de prendas.
E chegaram ao noivado e ao casamento… No lugar de honra do salão principal da mansão onde antigamente morava a família, foi colocada uma bela estátua de São José. E aos pés da imagem uma pombinha branca, embalsamada, e em letras douradas no pedestal:
 “A mensageira de São José”.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

ORAÇÕES PARA TODAS AS NECESSIDADES



Para implorar o seu patrocinio em todas as aflições.

I

Nas angustias deste vale de lágrimas, a quem havemos de recorrer nós miseráveis senão a vós glorioso S. José, a quem a Rainha dos Anjos, vossa amantíssima Esposa, consignou todos os seus tesouros para que em nosso proveito os guardasseis? Ide a meu Esposo José, parece dizer-nos Maria Santíssima, ele vos consolará e aliviando-vos do mal que vos aflige vos dará a alegria e felicidade.
Ó glorioso S. José pelo ardentíssimo amor que tiveste a uma Esposa tão digna e amável, tende compaixão de nós.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória ao Pai.

II
Temos certamente ofendido a dívina justiça com os nossos pecados, e merecemos os mais severos castigos. Qual será o nosso abrigo? Qual o porto em que estaremos seguros? Ide a José, parece dizer-nos Jesus, ide a José a quem eu sempre como a Pai obedeci. Todo o meu poder lho comuniquei, afim de que se sirva dele para o vosso bem.
Ó glorioso S. José, pelo ardentíssimo amor que tiveste a um Filho tão respeitável e querido tende compaixão de nós.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória ao Pai.

III
Confessamos que os nossos pecados chamam sobre nós os mais pesados flagelos: qual será para nós a arca da salvação? Qual o íris propício, que em tal angustia nos sirva de conforto? Ide a José, parece dizer-nos o Eterno Pai, ide a josé, que fez as minhas vezes para com o meu Filho. Se eu lhe confiei o meu Filho, fonte de todas as graças, todas as graças nas suas mãos depositei.
Ó glorioso S. José, pelo ardentíssimo amor que tiveste ao Eterno Deus, tão liberal convosco, tende compaixão de nós.
Pai Nosso, Avé Maria e Glória ao Pai.


Fonte: Livro - Devoto Josephino - 1935

VISITA A MARIA SANTÍSSIMA


ORAÇÃO PRODIGIOSA A NOSSA SENHORA

Que se deve oferecer nos domingos e dias festivos da Mãe de Deus, em tempo de aflições, por algum aperto espiritual ou temporal, em memoria da Vida, Paixão e morte do seu Santissimo Filho, a qual traduziu o P. Sarmento das “Horas Marianas” do Emno. Cardeal de Noalles.

Ó Santa Maria, eterna Virgem das virgens, Mãe de misericórdia, Mãe da graça, esperança e refugio de todos os aflitos; por aquela espada de dôr que atravessou a vossa puríssima alma, quando o vosso unigénito filho Jesus Cristo nosso Senhor padeceu o suplício da cruz, e por aquele amor filial que o fez compadecer-se da vossa dôr materna e recomendar-vos ao seu descipulo João, herdeiro do perfeito amor que ele vos tinha; rogo-vos, Senhora que tenhais de mim compaixão, e me deis remédio na aflição, na enfermidade, na pobreza, na consternação e em outra e qualquer necessidade que eu padeça.

Ó refugio poderoso dos miseráveis, Mãe benigna da misericórdia, prontíssima Libertadora dos degradados filhos de Eva, ouvi os meus rogos, e vêde as lágrimas da minha aflição e da minha dôr. Eu me vejo oprimido de infelicidade e miséria por causa das minhas culpas e não tenho a quem recorrer senão a Vós. Ó minha amada Senhora, puríssima Virgem Maria, Mãe do meu Senhor Jesus Cristo, e solícita advogada do género humano.

Rogo-vos, pois, pelas misericordiosas entranhas de vosso santíssimo Filho e pela glória que ele teve no tempo da sua aliança com a natureza humana, ao deliberar com o Pai e o Espirito Santo de tomar a nossa carne para a nossa salvação; pelo inefável gozo, ó bem-aventurada Virgem, quando depois da Anunciação do anjo e vosso adorável consentimento, o divino Verbo se cobriu da nossa mortalidade no vosso puríssimo ventre, donde, passados nove meses, saiu para visitar, instruir e remediar o mundo.

Pela agonia que o vosso Filho teve no seu coração, quando orou ao seu Eterno Pai no monte das Oliveiras, pela maternal companhia que Vós lhe fizeste em todo o decurso da sua Paixão e Morte; pelas traições, pelos oprobrios, pelas injurias, testemunhos falsos e bárbara sentença de morte contra ele proferida, pelas duras cordas com que o prenderam, pelos crueis flagelos com que o açoitaram e rigorosos espinhos com que o coroaram; pelas lágrimas e suor de sangue que ele derramou; pelo seu  silêncio e sofrimentos, pelo temor, pela tristeza e agonia do seu coração; pelo sumo pejo que padeceu vendo-se despido no Calvário aos olhos de todo o povo; pelo incompreensivel tormento da sua sede sem alivio; pela ferida da lança que lhe penetrou o seu lado amorosissimo; pelos grossos cravos que trespassaram as suas mãos e pés sacrossantos;  pela recomendação que ele fez da sua santíssima alma ao seu Pai Eterno; pela benigna misericórdia que usou com o bom ladrão; pela honra da sua ressurreição; pelas aparições que ele fez ao Apostolos e Discipulos no espaço de quarenta dias; pela sua gloriosa Ascenção, em que á vossa vista e dos mais fiéis foi elevado ao céu; pela graça do Espirito Santo, que ele derramou nos corações dos Discipulos em forma de linguas de fogo; pelo terrivel dia do juizo, em que ele, precedido dum universal incêndio, há-de vir julgar os vivos e os mortos.

Pela amorosa compaixão e fidelissima sociedade, que neste mundo lhe fizeste; pelo gozo inefável da vossa maravilhosa Assunção, quando na presença do vosso mesmo Filho e de toda a Côrte Celestial fostes sublimada ao Empireo, e nele coroada de glória e delicias sempiternas; por tudo isto, Senhora, e por tudo o mais que representar-vos posso, vos peço, minha mãe e amabilissima, que ouçais os meus rogos, que concedeis e faciliteis a súplica, que agora vos faço com toda a humildade e devoção que me é possivél. (Aqui fará menção da especial rogativa).

E como eu creio, conheço e confesso que o vosso Filho sacrossanto vos atende e honra de tal modo que nada vos nega, nem deixa frustradas as vossas súplicas, espero e confio, minha adorada Senhora, que experimentarei fiel e prontamente, plena e eficazmente, o desejado socorro da vossa maternal consolação, segundo a doçura do vosso coração misericordioso, tudo conforme a benigna clemência do vosso santíssimo Filho. E não só para o feliz despacho daquela especial rogativa com que agora invoco o seu santo nome, e a poderosa virtude do vosso augusto Patrocinio, mas também para que vos digneis impetrar-me uma viva fé, uma esperança firme, uma ardente caridade, uma contrição verdadeira, uma digna e suficiente satisfação, uma diligente vontade para o futuro, um total  desprezo do mundo, um intenso amor a Deus e ao meu próximo, imitação das dôres do vosso amabilissimo Filho, e ainda a mesma morte quando deva padece-la por seu respeito: um fiel cumprimento dos meus votos, uma constante perseverança nas boas obras, uma continua mortificação do meu amor próprio, um verdadeiro arrependimento de todos os meus pecados no fim da minha vida, e por corôa de tudo, a perpetua gloriosa bem-aventurança na diliciosa companhia, que lá quizera ter com as almas dos meus pais, dos meus irmãos e dos meus parentes, benfeitores e amigos, assim vivos como defuntos por todos os séculos dos séculos. Amén.


Fonte: Livro - Devoto Josephino - 1935