"Uma oração sem fé é uma fórmula vazia. Quem é tolo a ponto de perder tempo pedindo algo em que não crê?
A fé é o manancial; a oração, o riacho. Como pode correr o riacho se o manancial está seco?"
(Santo Agostinho)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

SOCORRO ÁS SANTAS ALMAS DO PURGATÓRIO - II



Motivos pelos quais devemos
socorrer as almas do Purgatório



O que nos leva ao Purgatório?

A Tibieza e o Pecado Venial

“A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só.”

Santo Afonso


A tibieza mina o espírito, sem que as pessoas percebam, enfraquece-nos espiritualmente, amortece as energias da vontade e do esforço. Afrouxa a vida cristã. É um sistema de acomodações na vida espiritual do cristão. Há muitos sinais de tibieza, mas o que a caracteriza é o pecado venial deliberado e habitual. Tudo quanto ofende a Nosso Senhor nunca é leve ou coisa sem importância para uma alma fervorosa. O pecado venial é uma ofensa a Deus, e nele há:

Três circunstâncias agravantes:

1-Uma injúria á Majestade Divina.
2-Revolta contra a Autoridade de Deus.
3-Ingratidão á Bondade Eterna.

"O hábito dos pecados veniais tira dos nossos olhos
a malícia do pecado grave, e em breve não receamos
passar das faltas mais leves aos maiores pecados".
São Gregório

“Depois da morte, as menores penas que nos esperam é algo maior
do que tudo o que se possa padecer neste mundo.
As menores faltas são punidas severamente”.
Santo Anselmo

O que devemos fazer?

Eis as palavras de Santo Agostinho:

Devemos, pois socorrer os falecidos: Em razão do parentesco de sangue. Por gratidão, aos nossos benfeitores. Por justiça. E por caridade.

O Santo Cura d’Ars, São João Batista Vianney, era um devoto fervoroso das almas do Purgatório. Pedira a Deus a graça de sofrer muito. Os sofrimentos do dia, oferecia-os pela conversão dos pecadores, e os da noite, pelas almas do Purgatório.

"Se soubéssemos como é grande o poder das boas almas do Purgatório
(em nosso favor) sobre o Coração de Jesus,
e se soubéssemos também quantas graças
poderíamos obter por intercessão delas,
é certo, não seriam tão esquecidas".
São João Batista Vianney

Como podemos ajudá-las?

Um dia, Santa Gertrudes rezava com fervor pelos falecidos, quando Nosso Senhor lhe fez ouvir estas palavras:

"Eu sinto um prazer todo especial pela oração que me fazem pelos fiéis defuntos, principalmente quando vejo que a compaixão natural se junta á boa vontade de a tornar mais meritória. A oração dos fiéis desce a todo instante sobre as almas do Purgatório, como um orvalho refrigerante e benéfico, como um bálsamo salutar que adoça e acalma as suas dores, e ainda as livra das suas prisões mais ou menos rapidamente conforme o fervor da devoção com que é feita".

E ainda noutra ocasião:

"Muitíssimo grata me é a oração pelas almas do Purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzí-las na glória eterna".

Oração

Aplicando as indulgências recebidas na oração em sufrágio, para a liberdade das almas do Purgatório.

Aqui vemos a importância das indulgências, através delas pagamos á Justiça Divina o que devemos, ou as oferecemos pelas almas para que elas possam assim pagar o que devem á Justiça Divina, e se libertarem para entrar no gozo Celeste.

Salmo De Profundis

É um dos sete Salmos Penitenciais, e é uma oração indulgenciada.

Orações canônicas do Breviário ou Divino Ofício, Orações Oficiais da Igreja

"A oração é a chave de ouro que abre o Céu".
Santo Agostinho

Sofrimento

"Aliviemos as almas do Purgatório, aliviemo-las por tudo o que nos penaliza,
porque Deus tem cuidado em aplicar aos mortos os méritos dos vivos".
São João Crisóstomo

Podemos aceitar os nossos sofrimentos com amor e humildade, oferecendo-os em sacrifício pelas almas, afim de que elas sofram menos. É meritório para nós (santificação) e para as almas (alívio dos sofrimentos) oferecer a Nosso Senhor Jesus Cristo a cruz de cada dia pelos nossos falecidos. Quem não tem a sua cruz?

É bom lembrar que, aceitando os sofrimentos da vida, em espírito de reparação, estaremos diminuindo as penas que poderemos experimentar se formos para o Purgatório. Não sabemos o nosso futuro.

Acto Heróico

Quando fazemos um acto de penitência e oração, como por exemplo rezar um Santo Terço de joelhos, há neste acto, três frutos diferentes: Um fruto meritório – que não o podemos perder, é o mérito pessoal de quem o pratica, nos dá um acréscimo de graça e de glória. Um valor satisfatório do acto – que é a penitência, o sacrifício, e este é para as almas, no Acto Heróico. Uma força impetratória - que é a da oração como oração.

"É o acto que consiste em oferecer à Divina Magestade, em proveito das almas do Purgatório, todo o valor satisfatório das obras que fizemos durante a vida, e todos os sufrágios que forem aplicados pela nossa alma depois da morte". Este acto há-de ser feito em perpétuo, isto é, por toda a vida continuando após a morte, mas não obriga sob pena de pecado, a pessoa pode renunciá-lo, não comete pecado mortal nem venial. Pelo Acto Heróico não renunciamos o mérito das nossas boas obras, isto é o fruto meritório, que nos dá nesta vida um acréscimo da graça e da glória no Paraíso. Este merecimento é nosso e não o podemos ceder aos outros. Além disso, tudo o mais que fizermos, será em proveito das almas do Purgatório, desde que fazemos o Acto Heróico, todas as indulgências que lucramos são das almas. Só a indulgência plenária na hora da morte não é aplicável aos falecidos. O Acto Heróico não impede de rezar nas próprias intenções e pelos falecidos.

O Acto Heróico não nos impede de utilizar a força impetratória da oração por alguma alma em particular, mas a entrega que se faz em favor das almas sofredoras neste acto, no qual cedemos o valor satisfatório, é feito, em geral, por todas as almas, e não em favor de uma ou outra em particular.

É um engano pensar que se perde muito com o Acto Heróico, ao contrário, lucra-se mil vezes mais. Deus deixa-se vencer em generosidade? Este Acto é cheio de mérito, é um acto perfeito, que nos faz esquecer de nós mesmos para favorecer os nossos irmãos e praticar a caridade. "A caridade cobre uma multidão de pecados", nos ensina a Palavra de Deus. Este heroísmo de caridade será recompensado com superabundância de graças em vida e de glória na eternidade.

Para realizá-lo, não é prescrita uma oração em especial, pode ser feito espontaneamente.

SÚPLICA A SÃO JOSÉ


São Francisco de Sales


Glorioso São José, esposo de Maria, concedei-nos a vossa proteção paterna, nós vos suplicamos pelo Coração de Jesus Cristo. Vós, cujo o poder se estende a todas as necessidades, sabendo tornar possíveis as coisas impossíveis, volvei os  vossos olhos de pai sobre os interesses dos vossos filhos. Nas dificuldades e nas  tristezas que nos afligem, recorremos a vós, com toda a confiança. Dignai-vos tomar sob o vosso poderoso amparo, este negócio importante e difícil, causa das nossas preocupações. Fazei que o seu êxito sirva para a glória de Deus e bem dos seus dedicados servos. Assim seja.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA


MEDITAÇÕES SOBRE A DEVOÇÃO E O PATROCINIO DE S. JOSÉ

 

PRIMEIRA MEDITAÇÃO

MOTIVOS DA DEVOÇÃO A S. JOSÉ

Ponto 1. O primeiro motivo da devoção a S. José é o exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Sendo com efeito o nosso Divino Mestre o modelo por excelência de todo o fiel cristão, nada mais justo que levar-­mos impresso o seu carácter sagrado, esforcemo-­nos em conformar á sua a nossa conducta. Ele mesmo nos mostrou ser esta a sua divina vontade com estas palavras. ˝Dei-­Vos o exemplo, para que vós também facais o mesmo assim como eu fiz˜ (S. João 23, 15).

Agora pois, ainda que o Espirito Santo nos ocultou os testemunhos particulares de respeito e veneração que dera Jesus a São José nos largos anos da sua vida familiar, nos deixou sem obstáculo, revelado o suficiente para formar deles um conceito mais elevado.

Consta, com efeito, do sagrado Evangelho, que Jesus era tido entre os seus concidadãos por filho do artesão José, aprovando-­o ele mesmo com a sua conducta. Consta ademais do mesmo sagrado texto, que Jesus estava sujeito (Sao Lucas, 2, 51) a Maria e a José na sua casa de Nasaré, desde os doze anos de idade até aos trinta. Jesus, pois, honrou na sua vida mortal S. José, já reconhecendo­-o como seu pai adoptivo, ja reverenciado-o e obdecendo-lhe e amando-o qual pudera faze-lo o melhor dos filhos para com o melhor dos pais.

Considera agora a sublimidade e a grandeza da honra, da veneração e do amor de Jesus por José, que se nos revelam em tais actos. Jesus, Filho de Deus vivo, a quem foi dado toda a potestade no céu e na terra, obedece submisso a José durante largos anos.... Jesus, cabeça dos Anjos e dos homens, respeita José como se fosse seu pai.... Jesus, enfim, de quem os Anjos e Santos tem a grande honra de ser ministros e servos fieis, honra, serve e ama José como se fosse seu superior... Quem imaginaria jamais uma honra igual a esta? Como poderemos, pois, deixar de honrar também nós e de venerar este gloriosisimo Patriarca?

Mas. Que honra podemos tributar-vos, oh Santo sem igual, que seja digna de Vós. Ah! Aceitai-de os nossos pobres obsequios, e já que tão pouco valem, alcancai-de-nos a graça de que sejam cada dia mais dignos e de que cresça sempre no nosso coração a devoção e o amor por Vós.

Ponto 2. O segundo motivo da devoção a S. José é o exemplo da Santissima Virgem Maria.

Entre os sonhos misteriosos com que Deus revelou ao antigo patriarca a sua futura grandeza, um foi aquele em que viu como o sol e a lua o adoravam (Gén. 37, 9). Mas o que foi para aquele antigo patriarca um sonho, é aqui que S. José o viu convertido em felicissima realidade na sujeição e obediência com que Jesus e Maria o honraram na sua vida sobre a terra.

Se Jesus, com efeito, verdadeiro Sol de justiça, honrou S. José como Pai, ainda que adoptivo, Maria, essa mistica lua, que recebe e comunica á terra a luz do Sol, ou seja a graça de Jesus Cristo, honrou também a S. José obedecendo-lhe, amando-o e servindo-o qual pode fazer a melhor das esposas com o mais digno dos esposos.

Ela ademais, não só o reconhece e ama como seu esposo, mas também como a pai nutricio de Jesus chamando-lhe ainda em público com esse honrosissimo nome. E por aqui se pode conjecturar, senão compreender, qual foi o amor, o respeito e a veneração com que a divina Maria destinguiria o seu castissimo Esposo em todo o curso da sua vida comum e domestica.

Não, nunca houve no mundo esposa alguma que mais tenha amado, nem melhor servido e obsequiado o seu esposo, que Maria a José, ainda que muito superior a ele em dignidade e santidade. Assim se porta movida pelo exemplo de Jesus e impulsionada pelo sentimento do seu proprio dever, não menos que pelas suas eminentissimas virtudes.

Quando, pois, assim honrou a S. José a Mãe de Deus e Mãe nossa, não deveremos também fazer outro tanto, os que queremos ser seus filhos?

Oh Patriarca santissimo, bem queriamos honrar-vos e ser os vossos mais ferventes devotos, mas... somos tão miseraveis!... Alcançai-nos, pois, por Maria a graça de saber honrar-vos dignamente.

Ponto 3. Outro dos motivos da devoção a S. José, é o exemplo da nossa Mãe Igreja.

No sonho em que o antigo patriarca José viu como o adoravam o sol e a lua, viu também como onze estrelas o adoravam (Gén. 37, 9). o qual, se para aquele filho de Jacob significou a homenagem que um dia lhe haviam de tributar os seus onze irmãos, a respeito do nosso santo Patriarca veio a presagiar como, depois de Jesus e Maria, viriam um dia a inclinar-se ante a sua eminentissima dignidade, os onze apostolos que seguiram fieis a Jesus, bem como a universalidade dos santos, ou seja, a Igreja Santa.

É certo que durante muitos séculos não se deu na Igreja tão sumptuoso culto ao nosso ilustre Patriarca, ocultando-se em parte por justos motivos o brilho da sua gloria. Mas desde que satisfeita a Providencia separar os obstaculos que impediam dar a conhecer ao mundo as eminentisimas prerrogativas de S. Jose, como se viu felizmente realizado no sonho das onze estrelas, que adorabam o antigo filho de Jacob!

Na realidade, de alguns séculos a esta parte a devoção a S. José tem vindo como a formar o caracter dos maiores Santos. Assim mesmo, muitos Sumos Pontifices, não só lhe professaram cordialissima devoção, como também se esmeraram em ordenar a seu favor novas demonstrações de culto público, com o fim de propaga-la.

Estava sem obstáculo reservado á presente e nefasta epoca, o ver S. José elevado pela Igreja a um posto superior ao de todos os demais Santos. Ele com efeito foi exaltado com o titulo de Patrono da Igreja Católica, com o aplauso universal dos fieis e para fomentar nos seus corações a devoção e a confiança feita a ele, o condecorou o imortal Pio IX. Assim acreditou o Papa dever honrar, depois da definição dogmatica da Imaculada Conceição de Maria, ao que foi esposo virgem desta Mãe Virgem.

Que mais, pois, se pode desejar, ou que melhor exemplo e estimulo propor para nos decidir-mos a abraçar de todo o coração a devoção a S. José como a mais util para nós e a mais grata aos olhos de Deus, depois da de Jesus e Maria?

Oh Santo privilegiado! Aqui nos tendes prostrados aos vossos pés, sede o nosso protector e fazei-nos dignos de ser os vossos mais fervorosos devotos.

(Retirado do blogue: Signum Magnum - Pe. Juan Carlos Ceriani)

CONSAGRAÇÃO DA FAMÍLIA A SÃO JOSÉ



Ó glorioso São José, que por Deus fostes escolhido para cabeça e guarda da mais santa entre as famílias, dignai-vos lá do céu, ser, também, cabeça e guarda desta que aqui está prostrada diante de vós e pede que a recebais sob o manto do vosso patrocínio. Nós, desde este momento, vos escolhemos para Pai, Protetor, Conselheiro, Guia e Padroeiro e pomos debaixo da vossa guarda especial a nossa alma, corpo e bens, quanto temos e somos, a vida e a morte. Olhai-nos como vossos filhos e coisa vossa. Defendei-nos de todos os enganos dos nossos inimigos visíveis e invisíveis. Assisti-nos em todos os tempos, em todas as necessidades, consolai-nos em todas as amarguras da vida, mas em especial, na agonia da morte. Dizei, em nosso favor, uma palavra Áquele amável Redentor, que, em menino, trouxestes nos vossos braços, áquela Virgem gloriosa de quem fostes amantíssimo Esposo. Alcançai-nos deles Bênçãos que conheceis serem necessárias ao nosso verdadeiro bem e eterna salvação. Numa palavra, ponde esta família no número das que amais e ela procurará, por meio de uma vida, verdadeiramente cristã, não se tornar indigna do vosso especial patrocínio. Amén

SOCORRO ÁS SANTAS ALMAS DO PURGATÓRIO



Motivos pelos quais devemos
socorrer as almas do Purgatório


1º - O serviço que prestamos a Deus e a glória que lhe proporcionamos

Imaginemos o que experimentaria o coração de uma mãe que, tendo conhecimento de que o seu filho foi condenado á prisão por muitos anos, o visse de repente, trazido por um amigo que o ajudou a libertar-se. E ainda, a glória que lhe proporcionamos, pois fomos criados para glorificar a Deus, e cada alma liberta do Purgatório, imediatamente voa para o Céu e glorifica incessantemente o Senhor Deus Todo Poderoso.

2º - O serviço que prestamos a nós mesmos

Adquirimos certamente um protector no Céu, as almas por nós ajudadas a se libertarem serão eternamente reconhecidas no Céu. No Céu também se ama e se é reconhecido. Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor, enquanto estamos em vida ocupados em trabalhos e fadigas, elas adoram a Deus também em nosso nome. 


"Tudo quanto peço a Deus pela intercessão das almas do Purgatório me é concedido".
Santa Teresa

"Quando quero obter com segurança uma graça, recorro às almas padecentes e a graça que suplico sempre me é concedida"
Santa Catarina de Bolonha

3º - As principais virtudes que assim praticamos 

Socorrendo as almas do Purgatório praticamos a caridade em toda sua extensão. Ajudamos o nosso próximo no dia-a-dia, em diversas circunstâncias, também devemos fazê-lo ás almas do Purgatório, e ainda mais, porque sabemos que não podem socorrer a si mesmas.

4º - O julgamento que nos espera após a morte 

É obra de caridade rezar por quem precisa. "Tudo que fizerdes aos meus pequeninos é a mim que o fazeis". Nos disse o Senhor Jesus. E ainda "Tudo o que damos por caridade ás almas do Purgatório converte-se em graças para nós, e, após a morte, encontramos o seu valor centuplicado". Nos ensinou Santo Ambrósio Nós podemos rezar por nós e por elas, e as almas do Purgatório não se podem ajudar. Nós podemos pagar as suas dívidas, para que alcancem a liberdade. E ainda, não podemos nos esquecer de que um dia poderemos estar no Purgatório.