quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
A VIRGEM CONSOLA UMA PASTORINHA MORIBUNDA QUE A HONROU COM HUMILDES GESTOS DURANTE A SUA VIDA
Conta
o Padre Auriema que uma pastorinha de ovelhas tinha muito amor a Maria
Santíssima. Todas as suas delícias eram ir a uma capela da Virgem, que estava
no monte, e aí entreter-se sossegadamente com a sua boa Mãe, enquanto pastavam
as ovelhas. E porque a pequena estátua da Mãe de Deus estava sem enfeite algum,
pôs-se a fazer-lhe um manto; com suas pobres mãozinhas. Um dia, colhendo do
campo algumas singelas flores, delas compôs uma grinalda. Depois, subindo ao
altar, a pôs na cabeça da imagem, dizendo: Minha Mãe, eu quisera pôr-vos
na cabeça uma coroa de ouro, mas não posso porque sou pobre. Assim recebei de
mim esta pobre coroa de flores; aceitai-a em sinal do amor que vos tenho. Com
estes e semelhantes obséquios buscava a piedosa pastorinha servir e honrar a
sua amada Rainha. Ora, vejamos agora como a boa Mãe recompensou as
visitas e o afeto desta sua filha.
Caiu ela enferma e chegou a termos de morrer. Sucedeu que dois religiosos passando por aquele lugar, e cansados da viagem, se puseram a descansar debaixo de uma árvore. Um dormia e o outro estava acordado. Mas ambos tiveram a mesma visão. Viram um grupo de belíssimas virgens, e entre elas estava uma que em beleza e majestade excedia a todas. A esta perguntou um dos religiosos: Quem sois vós, Senhora, e aonde ides? - Eu - respondeu a Virgem - sou a Mãe de Deus e vou com estas santas virgens visitar aqui na aldeia uma pastorinha moribunda, que muitas vezes me visitou a mim. Assim disse e desapareceu. Disseram então aqueles bons servos de Deus: Vamos nós também vê-la! Prepararam-se; e, chegando á casa onde estava a pastorinha moribunda, entraram na pobre choupana e ali a viram deitada sobre um pouco de palha. Saudaram-na; ela fez o mesmo e lhes disse: Irmãos, rogai a Deus que vos faça ver quem me está assistindo. Logo ajoelharam-se eles e viram a Mãe de Deus que estava ao lado da pastorinha com uma coroa na mão, e a consolava. Eis que as virgens começaram a cantar, e ao som daquele suave canto saiu do corpo a bendita alma da pastorinha. Maria colocou-lhe então a coroa na cabeça, tomou-lhe a alma e levou-a consigo para paraíso.
Fonte:
Livro Glórias de Maria - Santo Afonso Maria de Ligório
A VIRGEM MARIA CONVERTE UM PROTESTANTE QUE MORRE NO MEIO DE ANJOS
A
História das fundações da Companhia de Jesus no reino de Nápoles conta-nos sobre
um jovem fidalgo escocês, chamado Guilherme Eltinstônio. Era ele parente do rei
Jaime e protestante desde o nascimento. Mas, iluminado pela graça divina que
lhe fez conhecer os erros da sua seita, foi á França e aí, ajudado por um bom
padre jesuíta, também escocês, e mais com a intercessão da bem-aventurada
Virgem, reconheceu a verdade e fez-se católico.
Passou-se depois para Roma, onde mais ainda se afervorou na devoção á Mãe de Deus, escolhendo-a por sua única Mãe. Inspirou-lhe a Virgem a resolução de ser religioso, de que fez voto. Mas, achando-se doente, veio a Nápoles, porém, quis o Senhor que ele morresse e morresse religioso. Pouco depois da sua chegada adoeceu gravemente, correndo perigo a sua vida. Á custa de muitas lágrimas e rogos obteve dos superiores a graça de ser recebido na Companhia. Pelo que na presença do Santíssimo Sacramento, quando recebeu o Viático, fez os votos, e foi declarado religioso da Companhia.
Depois disto a todos enternecia com os fervorosos afetos, com que dava graças a Maria, sua amada Mãe, por tê-lo arrancado da heresia, e conduzido para morrer na casa de Deus entre os seus irmãos religiosos. Por isso exclamava: Oh! como é glorioso morrer no meio de tantos anjos! Exortam-no a que procure repousar, e ele: Ah! agora que já chega o fim da minha vida, não é tempo de repousar.
Antes de expirar, disse aos assistentes: Irmãos, não vedes os anjos do céu que me assistem? E havendo um daqueles religiosos percebido que ele proferia entre os dentes algumas palavras, lhe perguntou o que dizia. Respondeu que o seu anjo da guarda lhe tinha revelado que pouco tempo havia de estar no purgatório, e que logo depois passaria para o paraíso. Recomeçou em seguida os colóquios com Maria, sua doce Mãe, repetindo: Minha Mãe, minha Mãe! E assim expirou placidamente, como uma criança que se entrega nos braços da mãe, para neles repousar. Pouco depois foi revelado a um devoto religioso, que ele já estava ao Paraíso.
Fonte:
Livro Glórias de Maria - Santo Afonso Maria de Ligório
A VIRGEM MARIA SALVA UMA INFELIZ PECADORA NA HORA DA MORTE
Lê-se na vida de sóror Catarina de S. Agostinho que havia, no lugar em que morava esta serva de Deus, uma mulher chamada Maria. A infeliz levara uma vida de pecados durante a mocidade. E já envelhecida, de tal forma se obstinara na sua perversidade, que fora expulsa pelos habitantes da cidade, e obrigada a viver numa gruta abandonada. Aí morreu finalmente, sem os sacramentos e sem a assistência de ninguém. Sepultaram-na no campo como um bruto qualquer.
Sóror Catarina costumava recomendar a Deus com grande devoção as almas de todos os falecidos. Mas, ao saber da terrível morte da pobre velha, não cuidou de rezar por ela, pensando, como todos os outros, que já estivesse condenada. Eis que, passados quatro anos, um certo dia se lhe apresentou diante uma alma do purgatório, que lhe dizia:
- Sóror Catarina, que triste sorte é a minha! Tu encomendas a Deus as almas de todos os que morrem e só da minha alma não tens tido compaixão?
- Mas quem és tu? - disse a serva de Deus.
- Eu sou, - respondeu ela, - aquela pobre Maria, que morreu na gruta.
- E como te salvaste? - replicou sóror Catarina.
- Sim, eu me salvei por misericórdia da Virgem Maria.
- E como?
- Quando eu me vi próxima à morte, estando juntamente tão cheia de pecados e desamparada de todos, me voltei para a Mãe de Deus e lhe disse: Senhora, vós sois o refúgio dos desamparados. Aqui estou neste estado abandonada por todos. Vós sois a minha única esperança, só vós me podeis valer; tente piedade de mim. Então a Santíssima Virgem obteve-me a graça de eu poder fazer um acto de contrição; depois morri e fui salva. Além disso, esta minha Rainha alcançou-me a graça de ser abreviada a minha pena por sofrimentos mais intensos, porém menos demorados. Só necessito de algumas missas para me livrar mais depressa do purgatório. Rogo-te que as faças celebrar. Em troca prometo-te pedir sempre a Deus e à Santíssima Virgem por ti.
Sóror Catarina logo fez celebrar as missas. Depois de poucos dias tornou-lhe a aparecer aquela alma mais resplandecente do que o sol e lhe disse: Agora vou para o paraíso cantar as misericórdias do Senhor e rogar por ti.
Fonte:
Livro Glórias de Maria - Santo Afonso Maria de Ligório
Subscrever:
Mensagens (Atom)







