"Uma oração sem fé é uma fórmula vazia. Quem é tolo a ponto de perder tempo pedindo algo em que não crê?
A fé é o manancial; a oração, o riacho. Como pode correr o riacho se o manancial está seco?"
(Santo Agostinho)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO



Eu vos adoro devotamente, oh! Divindade escondida, que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências, a Vós, o meu coração submete-se todo inteiro, porque, vos contemplando, tudo desfalece.

A vista, o tacto, o gosto falham com relação a Vós mas, somente em vos ouvir em tudo creio. Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na Cruz, estava oculta somente a vossa Divindade, mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.

Eu, contudo, crendo e professando ambas, peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as vossas chagas, entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus.

Fazei que eu sempre creia mais em Vós, e em vós esperar e vos amar.

Oh! memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, fazei que a minha alma viva de Vós, e que a ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano, lavai-me, eu que sou imundo, no vosso sangue, pois que uma única gota faz salvar todo o mundo e apagar todo o pecado.

Oh! Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto desejo: Que eu veja claramente a vossa face revelada; que eu seja feliz contemplando a vossa glória.

Amém.


Composta por São Tomas de Aquino, a pedido do papa Urbano IV. 1263

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A VIRGEM CONSOLA UMA PASTORINHA MORIBUNDA QUE A HONROU COM HUMILDES GESTOS DURANTE A SUA VIDA

Conta o Padre Auriema que uma pastorinha de ovelhas tinha muito amor a Maria Santíssima. Todas as suas delícias eram ir a uma capela da Virgem, que estava no monte, e aí entreter-se sossegadamente com a sua boa Mãe, enquanto pastavam as ovelhas. E porque a pequena estátua da Mãe de Deus estava sem enfeite algum, pôs-se a fazer-lhe um manto; com suas pobres mãozinhas. Um dia, colhendo do campo algumas singelas flores, delas compôs uma grinalda. Depois, subindo ao altar, a pôs  na cabeça da imagem, dizendo: Minha Mãe, eu quisera pôr-vos na cabeça uma coroa de ouro, mas não posso porque sou pobre. Assim recebei de mim esta pobre coroa de flores; aceitai-a em sinal do amor que vos tenho. Com estes e semelhantes obséquios buscava a piedosa pastorinha servir e honrar a sua amada Rainha. Ora, vejamos agora como a boa Mãe recompensou as visitas e o afeto desta sua filha.


Caiu ela enferma e chegou a termos de morrer. Sucedeu que dois religiosos passando por aquele lugar, e cansados da viagem, se puseram a descansar debaixo de uma árvore. Um dormia e o outro estava acordado. Mas ambos tiveram a mesma visão. Viram um grupo de belíssimas virgens, e entre elas estava uma que em beleza e majestade excedia a todas. A esta perguntou um dos religiosos: Quem sois vós, Senhora, e aonde ides? - Eu - respondeu a Virgem - sou a Mãe de Deus e vou com estas santas virgens visitar aqui na aldeia uma pastorinha moribunda, que muitas vezes me visitou a mim. Assim disse e desapareceu. Disseram então aqueles bons servos de Deus: Vamos nós também vê-la! Prepararam-se; e, chegando á casa onde estava a pastorinha moribunda, entraram na pobre choupana e ali a viram deitada sobre um pouco de palha. Saudaram-na; ela fez o mesmo e lhes disse: Irmãos, rogai a Deus que vos faça ver quem me está assistindo. Logo ajoelharam-se eles e viram a Mãe de Deus que estava ao lado da pastorinha com uma coroa na mão, e a consolava. Eis que as virgens começaram a cantar, e ao som daquele suave canto saiu do corpo a bendita alma da pastorinha. Maria colocou-lhe então a coroa na cabeça, tomou-lhe a alma e levou-a consigo para paraíso.

Fonte: Livro Glórias de Maria - Santo Afonso Maria de Ligório

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES